Perfil

 

Tenho 37 anos de idade, um filho de treze e uma bebê de dois anos de vida. Sou economista por formação. Era funcionária concursada e trabalhava como gerente em um grande Banco, mas por motivos de saúde, tive que mudar de profissão. Então, decidi recomeçar do zero, fazendo o que eu mais gostava na vida: escrever e compartilhar ideias. Hoje sou Consultora de Imagem e apaixonada por fotografia, maquiagem e culinária. Adoro cuidar do corpo e procuro ter uma alimentação saudável também.

Criei este espaço para compartilhar dicas para as “Mulheres Poderosas”, que são dinâmicas e conseguem ter tempo pra tudo: filhos, casa, carreira, viagens e cuidar de si mesmas. As “Mulheres Poderosas” também são antenadas e gostam de estar sempre na moda.

No “Mais Poderosa”, vocês encontrarão dicas de moda, beleza, comportamento, receitas, cuidado com os filhos, lançamentos musicais, baphos e muito mais.  Quero aprender com vocês também. Afinal, estamos o tempo todo em um aprendizado constante!

Meu objetivo é facilitar a vida de vocês, tornando-as ainda “Mais Poderosas” do que são. Tenho certeza que compartilharemos muitas experiências!

Queria aproveitar esse espaço para fazer alguns agradecimentos!

Depois de muitos anos trabalhando em algo que eu gostava muito. Sempre dedicada, eu dava minha vida pela empresa. Tinha muitos planos de crescimento profissional que já estavam se concretizando. Eu já era gerente, com pouca idade. Na agência onde trabalhava era a gerente mais nova. Dentre tantos colegas de trabalho mais antigos e com muita experiência, a administração do Banco deu a oportunidade para mim. Tinha muitas chances e vontade de crescer muito mais. Trabalhava mais de doze horas por dia, às vezes levava trabalho para casa e varava madrugadas trabalhando. Nunca tive preguiça de trabalhar. Sempre me dedicava mais ao trabalho do que a mim mesma e à família. A função de educar meu filho acabou ficando delegada aos avós e escola. Afinal, quando se trabalha muito, alguma coisa a gente deixa de lado. No meu caso, não tinha muito tempo nem para meu filho. Mas eu pensava: era pra ele que eu trabalhava e, queria sempre alçar voos mais altos, principalmente por ele. Apesar de me sentir culpada como mãe, por ficar muito tempo longe dele, eu acreditava que teriam as recompensas, pois lhe daria uma vida melhor.

Mas, tudo se desmoronou quando descobri que estava doente. Fiquei anos sentindo muita dor na coluna, mão direita, no cotovelo e nos ombros. Mas eu acreditava ser o estresse diário o causador de tanta dor. Até que meu polegar direito travou. Não conseguia mais mexê-lo. Sentia muitas dores, fincadas, agulhadas, choques e outros tipos de dor, mas realmente acreditava que era em função do trabalho no Banco. Trabalhar em banco é muito exaustivo e estressante. Pois, apesar de eu amar o que fazia, a cobrança por metas e resultados era imensurável. Era como se vivêssemos em uma ditadura e tínhamos que cumprir as metas imensuráveis que nos eram impostas, pois éramos ameaçados de perder o cargo ou outras coisas mais. Hoje, na verdade, vejo que eu trabalhava sobre forte assédio moral, mas quando a gente está no dia a dia nem percebe o tanto que somos assediados e ficamos doentes em função disto. Mas, a gente só se dá conta disso quando já é muito tarde…

Enfim, quando me vi nesta situação de não conseguir movimentar meu polegar, procurei um médico. Foi aí que meu mundo caiu…. Recebi o diagnóstico: além de outras coisas, síndrome do túnel do carpo, tenossinovite e outros. E o pior veio depois. O médico disse que minha doença não tinha cura e eu, provavelmente não poderia mais trabalhar neste ramo. Fiquei em choque. Ele pediu exames para comprovar suas suspeitas, que foram confirmadas. Fui sendo afastada do serviço até que não voltei mais. Foram tantas perícias médicas, tanta humilhação por parte de médicos peritos do INSS, que não são especialistas na área de ortopedia e que achavam que eu estava com mentiras e malandragem, que não queria trabalhar (justo eu, que sempre trabalhei muito, nunca faltei ao serviço e nunca tive preguiça de trabalhar).

Toda perícia era sempre igual: os médicos me humilhavam muito, antes de virem os exames. Quando examinavam os laudos médicos e os exames, alguns até entendiam a gravidade da situação, outros não entendiam e me mandavam voltar ao trabalho. Mas, quando eu ia voltar ao trabalho, a própria perícia do banco negava meu retorno ao trabalho, pois via que eu não tinha condições de voltar a trabalhar. Os médicos peritos do INSS achavam que eu estava com frescuras. Que era preguiçosa e que não queria trabalhar. Eu sofri muita humilhação e preconceito por parte de toda a sociedade e ainda sofro. Pois quem não conhece a doença não sabe o que ela realmente é.

Este tipo de doença, além de nos causar uma depressão enorme, causa-nos uma sensação de onipotência diante das situações. Afinal de contas, não conseguir mais torcer um pano de chão, limpar a mesa sem sentir dor, lavar copos sem deixar cair e quebrar, não é fácil. A situação é muito deprimente. Eu não consigo secar os cabelos ou penteá-los sem ter que parar para descansar, pois a dor é extrema (eu a comparo quando a gente levanta muito peso na academia e tem que largar o peso imediatamente depois de fazer uma série de 15 repetições, por exemplo). As tarefas do dia a dia se tornam um fardo. Quando vou tomar banho e esfrego o corpo, tenho que parar para descansar, pois a dor é extrema. Eu ainda tenho uma bebê. Tive que aprender a carregá-la somente com o braço esquerdo e rezar para o braço direito, que é o apoio, não enfraquecer e deixá-la cair. Sim, pois com esta doença a gente perde força. Só quem tem esta doença sabe a tristeza que dá em simplesmente não conseguir abrir uma garrafa de café, segurar uma xícara ou fazer coisas simples do cotidiano.

Mas, à noite é ainda pior… Quando deito para dormir, os músculos relaxam e, ao invés de sentir menos dor, a dor aumenta ainda mais. Tem dias que durmo chorando de dor. Meu fígado está aumentado de tantos remédios que já tomei para dor. Mas, quando o efeito acaba, tudo volta ao seu lugar… e sinto dor novamente… E fica latejando o dia inteiro…

Porém, o pior desta doença é o preconceito. Todas as pessoas me olham torto, pois acham que estou com preguiça ou malandragem. Como a doença é interna, quem me olha, não vê nenhum sinal da doença. Eu uso algumas talas que tenho para me ajudar a dirigir o carro, por exemplo, pois me dá mais segurança. Mas não uso o tempo todo. Como as pessoas não entendem, quem me vê sem a tala, acha que não estou mais com a doença.

E foram alguns anos sentindo muita depressão, sem auto-estima nenhuma e com muita insegurança sobre o meu futuro profissional que vivi e vivo. Eu tinha tudo pra crescer na empresa, era nova e cheia de vida pela frente, havia me formado em Economia, trabalhava no ramo, mas meu futuro estava despedaçado. 

Então, depois de alguns anos afastada e com a certeza de que não poderia mais voltar, resolvi fazer cursos em outras áreas que nunca me imaginava trabalhando, mas que aprendi a gostar. Foi aí que surgiu a ideia do blog. Com as facilidades do mundo tecnológico, hoje consigo escrever por comando de voz e isso facilita muito a minha vida, por causa da doença.

Quero deixar um grande agradecimento à minha família, que sempre me apoiou em todos os momentos de minha vida!

Agradeço muito ao meu marido, pois foi ele o primeiro a me apoiar e acreditar no blog. Quando eu mesma não acreditava em mim, ele acreditou. Ele tem muita paciência comigo e me apoia muito e sou bastante grata a ele por isso.

Outro agradecimento é aos meus pais, que sempre me ajudam com temas para os posts e sempre confiam em mim e me apoiam em tudo o que me aventuro a fazer. E eles sempre me estenderam os braços em todos os momentos mais difíceis pelos quais passei. Sem eles, eu não seria ninguém, não conseguiria ir a nenhum lugar. Eles me fazem acreditar que posso seguir em frente.

Agraço à meu irmão, João Marcelo, pelas dicas para o blog e por sempre me apoiar em todas as minhas decisões.

Queria agradecer muito ao meu irmão Alexandre, que sonha comigo e me ajuda demais com os posts e nas edições de imagens e filmagens. A contribuição dele é muito importante para mim.

Por fim, queria agradecer aos meus filhos, que direta ou indiretamente me ajudam a sonhar e me fazem ter a certeza de que preciso seguir em frente.

Muito obrigada a todos. Amo muito vocês!

 

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