Olá, Poderosas!

A forma como a gente pensa a respeito das coisas e como a gente encara a vida é que a torna mais fácil ou mais difícil, já disse isso aqui no blog, não é? E acredito que a gratidão é a melhor forma de nos sentirmos felizes. Mas o que percebemos, no decorrer do dia a dia, é que não agradecemos de forma profunda, de coração, pelas coisas que temos. Não estou falando apenas de coisas materiais ou de nossos entes queridos. Eu falo aqui de agradecimento à tudo. Temos que agradecer por mais um dia de vida, por termos saúde ou por termos superado ou estarmos superando alguma fase difícil na questão da saúde. Temos que agradecer a comida de todo dia, agradecer pelo ar que respiramos, pela natureza exuberante que temos.

Às vezes estamos tristes ou estressados e recebemos uma simples mensagem no Whats ou Facebook, mas que nos fez repensar o nosso dia e, de alguma forma nos fez com que nos sentíssemos melhor. Temos que agradecer a isso também. Devemos estar profundamente agradecidos a tudo para nos sentirmos felizes e  plenos. Eu acredito que somente com o agradecimento é que conseguimos alcançar nossos objetivos. Quando a gente se sente profundamente feliz, as coisas boas vão acontecendo. Pensamento positivo gera acontecimentos positivos em nossas vidas.

Mas, nessa correria toda em que nos encontramos, às vezes não temos tempo nem de parar para comer, não é verdade? Mas, então, como parar  para agradecer? Acredito que a melhor forma de nos encontrarmos é através da contemplação e da meditação. Temos que parar um pouquinho e tentar ter um tempinho pra gente. Nem que sejam apenas 15 minutos de nosso corrido dia!

Então, leiam o trecho abaixo, pois ele nos leva a esse momento mágico de meditação e contemplação! Esse é mais um fragmento extraído do livro escrito por meu pai e que gerou esta série de posts: Mudando a Maneira de Pensar.

Fragmento de texto extraído das fls. 315 a 318 do Livro “A Pousada de Elói”:

“Após o breve intervalo,  o palestrante, que, naquela tarde de domingo encontrava-se um tanto quanto inspirado, acrescentou:

– Por favor,  meus amigos: como já havíamos feito antes, vamos fazer juntos agora mais um exercício de imaginação criativa – aproveitando estarmos neste lugar, nesta tarde maravilhosa, junto a este lago calmo, sereno, mas cheio de vida. Então, soltem as amarras do pensamento. Continuem imaginando. Continuem criando. Estão vendo aquela grama  verdinha em volta do lago? Parece muito tenra, muito macia, muito suave, não? Por que não tocá-la com as mãos? O que nos impede de fazer isso? Vamos, toquem-na, sintam a sua textura, a sua maciez. Ela está levemente úmida, não?  Deitemos nela. Vamos deixar que ela envolva  os nossos corpos, como num abraço. Aqueles que puderem, façam isso. Não se preocupem em se sujar um pouquinho. Quando se levantarem, procurem tocar com as mãos a água desse lago e seu riacho: sintam a sua leveza, a sua pureza, o seu frescor. Conectem-se com suas mentes a esse lago. Agora vocês podem entender porque falamos tanto, nestes últimos dois dias, dessa nossa interação com o meio-ambiente, com a Natureza, da qual fazemos parte, ou seja, de que não estamos dissociados dela.

Olhou para os participantes e concluiu:

– Estamos imersos em um mundo de energias: nossos entes queridos  que já se foram, de alguma forma, podem estar aqui e agora, ao nosso lado, separados de nós apenas por frequências vibratórias diferentes de uma outra dimensão; mas, eles podem estar bem mais próximos de vocês, neste momento, do que imaginam. Abracem-nos com o coração! Sintam o conforto de suas almas. Confortem-nos também. Rejubilem-se com esse reencontro que há tanto tempo não faziam!

 

Próximo dali, uma garça branca, pernuda, mantinha-se imóvel dentro da água do lago, observando atentamente os peixinhos, esperando a hora de flechar um deles, com seu longo bico. Alguns socós também tentavam garantir a sua refeição ali nas imediações do lago.

Um pequeno bando de pássaros-pretos – em torno de umas dez aves – estavam por ali, parecendo muito empolgados – mas talvez meio desorientados -, andando pelo gramado, de um lado para o outro, procurando algumas guloseimas para comer.

Coleiros-do-brejo, por lá chamadas de coleirinhas-do-brejo – daquelas que possuem uma faixa preta em volta do pescoço, daí o nome como eram conhecidas -, e alguns  papa-capins se esbaldavam nos pendões carregados de sementes das hastes dos capins; alguns tejos-do-campo, com seus voos delicados e graciosos – exibindo,  nas penas de suas caudas, abertas como um leque, pontas brancas, como se fossem uma saia rendada – pousaram por perto. Elegantes, eles corriam e davam algumas pequenas paradinhas, levantando e abaixando as longas caudas, como se fossem a mão do pilão* de um monjolo d’água; alguns tico-ticos, de forma leve, caminhavam pela grama e suas pequenas asinhas agitavam-se num ágil frêmito, frente a qualquer coisa que os assustassem; logo se juntaram a eles bem-te-vis e siriris, ou suiriris. Os bem-te-vis, embora parecidos com os suiriris, são um pouco maiores do que estes. Os siriris, quando cantam, imitam o nome:

– Si-ri-ri! Si-ri-ri!

Um dos bem-te-vis, mais portentoso, exibia, em torno dos olhos, uma faixa preta parecida com a do personagem Zorro.  Andorinhas, em voos ligeiros, rasantes, tocavam a água do lago com seus pequenos bicos, provocando leves redemoinhos na superfície da água.

Beija-flores de todos os tamanhos e cores, de uma forma bastante territorialista, tentavam defender, com seus longos bicos, os bebedouros com água açucarada, dispostos em algumas árvores, de outros intrusos, fossem estes quem fossem:  outros colibris, cambacicas etc.

Uma curruca ou choquinha-carijó, com um topetinho arrepiado, deu o ar da graça, com seu trinado; no início, mais forte, depois foi suavizando. Seu ninho deveria estar logo por ali, naquele pé de acerola.

Ali por perto, um pombo, cuja cor tinha um tom azul escuro – desses comuns nas praças das cidades -, todo empertigado, arrulhava em volta de uma fêmea, fazendo-lhe a corte.

Alguns biguás caçavam em grupos e, dessa forma, iam encurralando os peixinhos. Depois mergulhavam e logo traziam a sua refeição presa em seus bicos. Diferentemente dos patos  que segregam uma substância oleosa, a qual espalham, com os seus bicos, nas penas, permitindo que, dessa forma, não afundem, os biguás precisam se encharcar para mergulhar atrás de seu alimento. Depois, como já contamos antes, eles voam para uma árvore, um galho mais alto e, então, abrem suas asas ao sol para secá-las.

Era a natureza em festa, em todo o seu esplendor, o sarau do Criador.”

Fotos: Google Images e Pinterest

Autor:
João Francisco de Paula Gomes – A Pousada de Elói –  1ª Ed. Uberaba: Ed. Colégio Cenecista Dr. José Ferreira, 2015

Mais artigos sobre este tema:

Mudando a Maneira de Pensar – Pensamento Positivo

Mudando a Maneira de Pensar: Meditação

 

Espero que tenham gostado!

Beijos!

 

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