Olá, Poderosas!

Eu já postei aqui alguns fragmentos do livro escrito pelo meu pai (A Pousada de Elói), que nos faz pensar diante das situações e repensar a vida de uma forma positiva. Meu pai é um grande estudioso deste assunto e vem se dedicando a escrever tudo o que aprendeu em sua vida sobre o tema. O objetivo é poder compartilhar pensamentos positivos para melhorar nossa própria vida.

Na obra, temos ensinamentos de como mudar a maneira de pensar, enxergando a vida com outros olhos; além de muitas aventuras dos personagens que fazem parte dele. Então, vamos nos distrair com este pequeno trecho do livro!

Como as histórias do Livro “A Pousada de Elói” se  passam em uma propriedade  rural,  nas regiões do Cerrado de Minas Gerais, não poderiam faltar alguns casos que contavam por lá, ou melhor “causos” como muitas vezes se diz por aquelas bandas. Bem, então vamos mostrar um fragmento de texto extraído das fls. 132 a 134 do referido livro:

 

“Agora, vamos tentar sorrir, um pouco que seja, com mais esse caso lá da pousada:

  • O ‘causo’ do Tucano Croquete que passou a se chamar Cerol.

Da mesma forma que a jibóia Xaxá e do papagaio Cambota, o sítio, por ser considerado um local de conservação ambiental, também recebeu diversos outros animais e pássaros silvestres. Foi o caso do tucano de penas pretas, bico longo e colorido, chamado de Croquete. Todavia, desde que chegou ao sítio, o pessoal não se conformava com esse nome e, dessa forma, esperava uma oportunidade  qualquer  para  mudá-lo.

Ocorre que a penácea fora criada desde pequena em cativeiro e se acostumara demasiadamente com os humanos. E a danadinha da ave era custosa: no chão, perseguia as pessoas, bicando, com seu longo bico, as canelas das mesmas, quaisquer que  fossem – conhecidas ou visitantes. Quando bicava as de Da. Lurdinha, ela dizia:

– Sai pra lá, Quete! Fica quietinho, Quete! Não bica a vovó, Quete! Vai bicar a  Josefa ou a Adélia, bicho atentado!

O tucano também era um desvairado, comia tudo o que encontrava  pela frente, como frutas, comida do gato, do cachorro, das galinhas.

O tucano Croquete não se aventurava muito pelas árvores, pois já havia levado uma  terrível coça de bem-te-vis e andorinhas que  julgavam – assim como os outros demais tucanos – estar ele atrás de seus ninhos  para devorar os ovos e os filhotes.

Mas, de certa feita, o Croquete, inspirado pelo vento gostoso de uma manhã de sol, resolveu voar um pouco mais alto, arriscando-se. Não deu outra: logo que os pássaros o viram, saíram em perseguição do mesmo, bicando-o por todos os lados. Apavorado, Croquete não percebeu uma linha besuntada de cerol, de uma pipa que o Joquinha soltava – juntamente  com outros papagaios empinados por seus colegas da vizinhança do sítio -, e se chocou com a mesma. 

A linha da pipa, afiada pelo cerol, cortou as penas da cauda do tucano, desestabilizando-o. Então, aconteceu o pior: Croquete, desgovernado, rodopiou e desceu como uma flecha para o chão, atingindo a lama formada por uma poça d’agua ao lado da porteira. Foi a sua salvação, mas ele  ficou com o enorme bico fincado na lama, sem condições de sair. Foi o Gabriel, um dos amigos do Joquinha  que  o retirou do barro e o entregou ao amigo.

Joquinha chegou ao sítio, com o tucano todo sujo, e contando a todos o ocorrido. Não deu outra, o nome da ave, dali em diante, passou a ser Cerol.  Até  a cozinheira gostou do nome porque era mais  fácil de falar.

Passado aquele momento de descontração, seu Mino, juntamente com seu Neco, que também estava por ali, repreenderam os meninos, explicando-lhes os perigos de se utilizar o cerol nas linhas das pipas, tendo em vista que pode causar ferimentos graves nas pessoas – como os motociclistas – e até matá-las. Também é um perigo para as aves que estão voando, machucando-as e matando-as. Por sorte, naquele caso, o tucano havia se salvado. Seu Neco complementou, dizendo que sua comercialização e seu uso constituem crimes, sendo  proibidos  por lei.

Autor:
João Francisco de Paula Gomes – A Pousada de Elói –  1ª Ed. Uberaba: Ed. Colégio Cenecista Dr. José Ferreira, 2015

Espero que tenham gostado!

Aqui seguem mais links sobre o livro: Mudando a Maneira de Pensar – Pensamento PositivoMudando a Maneira de Pensar: Contemplação e Mudando a Maneira de Pensar: Meditação.

Beijos!

 

 

 

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